Creio que vocês, pais do coração, como eu, devem viver um dilema: como conviver com a história pré dos filhos de vocês até que eles cheguem até a vida de vocês.
Para contar melhor, minha filha tem outros irmãos, que vivem em uma instituição. Hoje tive uma surpresa interessante. O irmão dela, o biológico, mais velho, resolveu me procurar. Então, mandou um contato pelo Orkut querendo entrar no meu rol de amigos.
Interessante a iniciativa. Não fiquei surpreso, pois sei que ele gostaria de me procurar. Claro que aceitei. Acho bacana a ação de não querer apagar passado ou de ter algum tipo de ciúme da história do teu filho. Isso digo hoje, que estou mais maduro e também mais tranquilo diante do que sinto por minha filha. É um amor verdadeiro. Um amor sincero e que aceita e tolera a sua história e sua vida.
Vale dizer que adoção é um profundo laço de amor. Um laço eterno de união. É um laço onde alguém, no caso nós, pais adotivos, nos abrimos para acolher uma criança como um filho. Não é do sangue, mas é do coração. E no coração não há espaço para mágoas, rancores, ciúmes e ressentimentos. Um pai sabe e quantifica e diz tudo sobre o amor a um filho. Amor de pai é uma coisa, de irmão é outra, de amigo é outra ainda. O amor se divide e se mostra de diferentes formas, cores e jeitos.
Confesso que esse crescimento e essa maturidade só vem com o tempo. Só vem com o momento e com a hora certa. A construção de uma ponte de vida, como a de um pai para com um filho demora mesmo. Dizer que ama desde o momento que viu, é uma visão romântica. É bonita, mas é super romântica. É agradável aos olhos da psicologia e da conduta social. Mas sabemos que pode não ser real dentro do que chamamos de coração.
Amor vem com o tempo.
Sou muito tranquilo em dizer que não tenho nenhum tipo de receio. E que inclui o jovem no meu rol de amigos. Por que é assim que os ligados aos nossos filhos são, são nossos amigos. E amigo a gente pode contar. Amigo nos apóia, nos puxa a orelha, mas no fundo nos ama e nos aceita como somos.
Se você vive uma situação igual a essa que eu relatei, não vou dizer para você que você tem que abrir as portas e aceitar tudo. Até porque é mentira e é conversa fiada. Tudo leva um tempo. Leva um tempo para nós aceitarmos a história real de nossos filhos, aceitar seus possíveis irmãos ou pais biológicos. Essa parte então é que pega. É o nosso maior desafio. E para termos a segurança leva mais um tempo ainda.
Posso dizer a vocês que hoje vivo esse tempo, hoje vivo esse momento maduro acerca do que sinto ter por minha filha. Ela é a minha filha, meu amor, mas não é minha propriedade. Não é propriedade de ninguém. É criação de Deus, tão bela e tão formosa, isso sim.
Abraços a todos e continuem se comunicando, porque o PAIS ADOTIVOS SA tá aí pra isso mesmo. Para se comunicar.
Abraços
quarta-feira, 22 de julho de 2009
OBRIGADO, LEITORES
Olá amigos do PAIS ADOTIVOS SA. É interessante postarmos experiências e também postarmos aquilo que pensamos e que vivemos, principalmente para dividir com vocês, que são companheiros leitores dessa jornada.
Primeiramente gostaria de dizer que estou bastante surpreso com a leitura e com o interesse de vocês pela leitura e pelo acompanhamento. Apesar de não postar tantas coisas novas, sei que vocês são leitores fiéis.
Em uma próxima postagem, vou dividir com vocês uma história. Creio que será interessante ouvir a opinião de vocês.
Abraço e espero vocês na próxima postagem
Primeiramente gostaria de dizer que estou bastante surpreso com a leitura e com o interesse de vocês pela leitura e pelo acompanhamento. Apesar de não postar tantas coisas novas, sei que vocês são leitores fiéis.
Em uma próxima postagem, vou dividir com vocês uma história. Creio que será interessante ouvir a opinião de vocês.
Abraço e espero vocês na próxima postagem
quinta-feira, 16 de julho de 2009
PERGUNTA
Você,leitor desse blog, poderia responder nesse espaço
O que você achou da nova Lei Nacional da Adoção, aprovada pelo Senado?
Qual a sua real avaliação?
Você pode ser bem sincero, dizer o que pensa, avaliar....
Aguardo sua participação
O que você achou da nova Lei Nacional da Adoção, aprovada pelo Senado?
Qual a sua real avaliação?
Você pode ser bem sincero, dizer o que pensa, avaliar....
Aguardo sua participação
NOVA LEI NACIONAL DE ADOÇÃO
Bem, quero deixar um pensamento a todos os parceiros dessa comunidade, tão importante a todos nós. Um dos itens que está nessa nova lei exige que irmãos não sejam separados em caso de adoção e também que os mesmos continuem mantendo contato com a família biológica.
Acho que é pertinente colocarmos aqui nesse espaço uma consideração... Será que a aprovação dessas medidas não vai ser um "tiro na culatra".
Explico melhor:
Será que ao não se permitir a adoção separada de um grupo grande de irmãos, por exemplo, não fará com que as crianças percam a oportunidade de serem adotadas e assim acabem ficando para sempre dentro das instituições?
Será que ao se "obrigar" a manutenção de vínculos com as famílias biológicas não acabará retraindo o desejo de adotar. Ou seja, será que quem quer adotar quer adotar a família biológica, trazer para si uma convivência com os pais bio que não quiseram o filho, trazer irmãos mais velhos, que podem vir a ter uma relação interesseira com esse irmão ou com a outra família. Isso não traria uma confusão de autoridade para a cabeça e para a personalidade da criança. Como seria ter que conviver com duas mães, dois pais. Isso seria realmente saudável? Há casos e casos, sei, mas será que essas medidas não trarão efeito contrário.
Essa pergunta, posso garantir, não é somente eu que faço, mas sim é uma pergunta que muitos daqueles que apoiam a adoção estão fazendo nesse momento.
Acho que é pertinente colocarmos aqui nesse espaço uma consideração... Será que a aprovação dessas medidas não vai ser um "tiro na culatra".
Explico melhor:
Será que ao não se permitir a adoção separada de um grupo grande de irmãos, por exemplo, não fará com que as crianças percam a oportunidade de serem adotadas e assim acabem ficando para sempre dentro das instituições?
Será que ao se "obrigar" a manutenção de vínculos com as famílias biológicas não acabará retraindo o desejo de adotar. Ou seja, será que quem quer adotar quer adotar a família biológica, trazer para si uma convivência com os pais bio que não quiseram o filho, trazer irmãos mais velhos, que podem vir a ter uma relação interesseira com esse irmão ou com a outra família. Isso não traria uma confusão de autoridade para a cabeça e para a personalidade da criança. Como seria ter que conviver com duas mães, dois pais. Isso seria realmente saudável? Há casos e casos, sei, mas será que essas medidas não trarão efeito contrário.
Essa pergunta, posso garantir, não é somente eu que faço, mas sim é uma pergunta que muitos daqueles que apoiam a adoção estão fazendo nesse momento.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
QUANDO O SIM NÃO SUPERA O NÃO...
Amigos leitores, nosso PAIS ADOTIVOS SA volta aos poucos. Diante a tudo o que vemos, e é claro, ainda acompanhamos chocados os últimos acontecimentos envolvendo o caso Isabella Nardoni, peço licença a todos para falar de um mail emocionado que recebi neste espaço, e que quero contemplar com vocês.
Quem me enviou é um leitor anônimo e vou respeitar o seu anonimato. Se ele quiser, no futuro, se identificar, será bem-vindo.
O que ele me escreveu neste mail foi um depoimento acerca de sua própria história. Ele havia encaminhado a adoção de uma menina de 10 anos, aqui em Santa Catarina. Passados alguns meses, creio que esta família já estava com o Termo de Guarda da menor, para após concluir o processo de adoção, os mesmos resolveram desistir do processo de adoção e, a pedido da menina, a encaminhá-la de volta ao abrigo em que vivia.
O caso é bastante interessante. Não se trata de fazer sensacionalismo em cima disso. Até porque a proposta deste espaço não é esta. Mas me chamou a atenção um fato que pode acontecer a todos os pais e mães de coração que se dispõem a acolher e a adotar uma criança maior, a famosa adoção tardia. Sempre se pensa que uma criança pode ser devolvida, e se observa isso na prática, por falta de adaptação nossa a este menor, que chega em nossas vidas carregando chagas e dores passadas. No caso que me foi enviado, a menor não conseguiu se adaptar a família. Não conseguiu abrir o seu coração a um novo pai, uma nova mãe, a uma nova vida. Como isso pode acontecer? Uma criança não querer uma nova família?
É possível sim. Quando se abre o coração para uma criança maior, abrimos o coração para acolher uma história de dor, de violência, de abandono e de rejeição. E são sentimentos os quais as crianças apenas o conheceram. Fica difícil exigir amor e compreensão de quem apenas recebeu desamor. Para nós, que não viemos desta cruel realidade, pode parecer fácil resolver tudo com abraços, beijos, mimos, presentes e afins. Mas não é. O sofrimento desta criança, a tortura que ela passa internamente, custa muito a passar. Ela precisa sim adquirir uma nova confiança. Um novo acreditar. Começar a apagar a má imagem que teve um dia de um pai, de uma mãe, e sim ver que ela pode ser amada. Que pode um outro homem ou uma outra mulher, porque é assim que ela te vê, pode lhe dar confiança, amor, força e crença sobre o que é família. Esta nova adaptação, este novo querer, requer muito da criança. Ela se sente muito cobrada e muito exigida a aceitar. E aceitar para uma criança requer um tempo maior. Requer calma e tempo. Os sentimentos de uma criança são muito frágeis e suas reações são muito rápidas. A criança entende apenas o hoje e o agora. O tempo presente para ela é o que conjuga. Futuro a gente só aprende a falar quando cresce. Só para responder, de forma mais objetiva: é possível esta criança não conseguir superar dores e traumas passados. É possível e respeitável a ela não querer uma nova família. Para isso, deve sim haver acompanhamento e todas as fontes e formas para promover esta adaptação devem ser esgotadas.
Portanto, se você vive com seu filho(a) uma situação parecida, onde a dificuldade de adaptação continua, digo: persista no amor, na calma e na paciência. Porque leva tempo mesmo.
Quanto ao caso que recebi, não quero tecer nenhum tipo de julgamento. Até porque não cabe a mim julgar quem está certo ou errado na história. Acredito sim que não há erros, porque este risco é real a todos. Adoção é um processo bastante complexo. Adotar é abrir o coração, é se abrir e vencer também os seus próprios EUS e medos. É embarcar em uma viagem pelo desconhecido. Porque sentimento e comportamento humano é algo desconhecido.
Mesmo assim, é uma viagem válida. O passaporte é amor, compreensão, paciência e doação. É saber ouvir, falar, ajudar, apoiar, tudo no momento certo.
Um abraço a todos e uma boa leitura.
Enviem suas histórias e depoimentos. Teremos o prazer de falarmos sobre o tema.
Quem me enviou é um leitor anônimo e vou respeitar o seu anonimato. Se ele quiser, no futuro, se identificar, será bem-vindo.
O que ele me escreveu neste mail foi um depoimento acerca de sua própria história. Ele havia encaminhado a adoção de uma menina de 10 anos, aqui em Santa Catarina. Passados alguns meses, creio que esta família já estava com o Termo de Guarda da menor, para após concluir o processo de adoção, os mesmos resolveram desistir do processo de adoção e, a pedido da menina, a encaminhá-la de volta ao abrigo em que vivia.
O caso é bastante interessante. Não se trata de fazer sensacionalismo em cima disso. Até porque a proposta deste espaço não é esta. Mas me chamou a atenção um fato que pode acontecer a todos os pais e mães de coração que se dispõem a acolher e a adotar uma criança maior, a famosa adoção tardia. Sempre se pensa que uma criança pode ser devolvida, e se observa isso na prática, por falta de adaptação nossa a este menor, que chega em nossas vidas carregando chagas e dores passadas. No caso que me foi enviado, a menor não conseguiu se adaptar a família. Não conseguiu abrir o seu coração a um novo pai, uma nova mãe, a uma nova vida. Como isso pode acontecer? Uma criança não querer uma nova família?
É possível sim. Quando se abre o coração para uma criança maior, abrimos o coração para acolher uma história de dor, de violência, de abandono e de rejeição. E são sentimentos os quais as crianças apenas o conheceram. Fica difícil exigir amor e compreensão de quem apenas recebeu desamor. Para nós, que não viemos desta cruel realidade, pode parecer fácil resolver tudo com abraços, beijos, mimos, presentes e afins. Mas não é. O sofrimento desta criança, a tortura que ela passa internamente, custa muito a passar. Ela precisa sim adquirir uma nova confiança. Um novo acreditar. Começar a apagar a má imagem que teve um dia de um pai, de uma mãe, e sim ver que ela pode ser amada. Que pode um outro homem ou uma outra mulher, porque é assim que ela te vê, pode lhe dar confiança, amor, força e crença sobre o que é família. Esta nova adaptação, este novo querer, requer muito da criança. Ela se sente muito cobrada e muito exigida a aceitar. E aceitar para uma criança requer um tempo maior. Requer calma e tempo. Os sentimentos de uma criança são muito frágeis e suas reações são muito rápidas. A criança entende apenas o hoje e o agora. O tempo presente para ela é o que conjuga. Futuro a gente só aprende a falar quando cresce. Só para responder, de forma mais objetiva: é possível esta criança não conseguir superar dores e traumas passados. É possível e respeitável a ela não querer uma nova família. Para isso, deve sim haver acompanhamento e todas as fontes e formas para promover esta adaptação devem ser esgotadas.
Portanto, se você vive com seu filho(a) uma situação parecida, onde a dificuldade de adaptação continua, digo: persista no amor, na calma e na paciência. Porque leva tempo mesmo.
Quanto ao caso que recebi, não quero tecer nenhum tipo de julgamento. Até porque não cabe a mim julgar quem está certo ou errado na história. Acredito sim que não há erros, porque este risco é real a todos. Adoção é um processo bastante complexo. Adotar é abrir o coração, é se abrir e vencer também os seus próprios EUS e medos. É embarcar em uma viagem pelo desconhecido. Porque sentimento e comportamento humano é algo desconhecido.
Mesmo assim, é uma viagem válida. O passaporte é amor, compreensão, paciência e doação. É saber ouvir, falar, ajudar, apoiar, tudo no momento certo.
Um abraço a todos e uma boa leitura.
Enviem suas histórias e depoimentos. Teremos o prazer de falarmos sobre o tema.
terça-feira, 6 de maio de 2008
UM MÊS DEPOIS, NA RETA FINAL...
Amigos leitores, pais e mães do coração e simpatizantes que acompanham este trabalho. Há um mês atrás, lá pelo dia 5 de abril último, escrevi algumas linhas sobre a impressão do que via acerca do brutal e hediondo assassinato da menina Isabella Nardoni, de cinco anos. Um caso que deixou a todos os brasileiros órfãos e sofrendo com tamanha violência. Hoje, 6 de maio de 2008, o promotor Francisco Cembranelli estará encaminhando à Justiça, pedido de prisão preventiva ao casal Nardoni.
Muitas coisas ocorreram de lá pra cá. Desde uma entrevista concedida a Rede Globo, onde o casal Nardoni procurou "vender" uma imagem de happy family, onde todos eram felizes, inclusive Isabella, até mais provas e perícias. O que nos resta a fazer, diante disso tudo, é redobrar a nossa atenção e nosso olhar para com os nossos filhos.
Redobrar o olhar não significa dar mais ordens e ordens e deveres. Esses sim tem que fazer parte da vida e do cotidiano, pois nossos filhos precisam aprender a ter limites e também regras e obrigações. Quando falo aqui em redobrar o olhar, significa intensificar os cuidados e atenções para com os seus sentimentos, suas vontades. Significa ouvir nossos filhos, dar amor, carinho e também nos policiar. Até porque, você pai e você mãe, fica de cabeça quente em vários momentos. Quando o filho faz birra, quando faz biquinho, quer teimar. Nos policiar significa controlar nossos impulsos. Contar até dez, sempre. Pode parecer bobagem, mas momentos de loucura podem atacar a todos. Não que seja aceitável o ponto de um pai ou uma mãe esganar um filho e o jogar pela janela. Mas às vezes bater com uma força extrema ou
promover outro tipo de agressão pode levar uma criança ao hospital e até a morte.
O caso Isabella Nardoni trouxe à baila na sociedade um tema que até então era escondido de todos, à sete chaves: a violência contra a criança. Não é só filho de pobre que apanha não. A violência contra a criança saiu das casas e dos apartamentos da classe média e também da classe A. Tem filho de rico que apanha na cara, tem filho de empresário que é espancado e para em uma emergência de hospital. Violência extrapola o limite do humano, do tolerável. É a máxima explosão do descontrole e do não-pensável. Será que estamos cuidando bem de nossas crianças. São mais de 400 mil crianças agredidas por ano no país. O que equivale a toda a população de Florianópolis sendo vítima da violência e da truculência. Isso é sério e grave. Não podemos como sociedade fechar os nossos olhos para tudo isso.
Na reta final, com prisão ou não prisão do casal Nardoni, quem passa a ficar mais preso ou mais livre diante disso somos nós. Tais episódios, dramáticos e terríveis, nos fazem parar e pensar. Pensar em que tipo de sociedade vivemos e o que estamos criando para nossos filhos e para nós mesmos.
Uma boa leitura a todos. Participe, mande seu comentário e sua opinião
Muitas coisas ocorreram de lá pra cá. Desde uma entrevista concedida a Rede Globo, onde o casal Nardoni procurou "vender" uma imagem de happy family, onde todos eram felizes, inclusive Isabella, até mais provas e perícias. O que nos resta a fazer, diante disso tudo, é redobrar a nossa atenção e nosso olhar para com os nossos filhos.
Redobrar o olhar não significa dar mais ordens e ordens e deveres. Esses sim tem que fazer parte da vida e do cotidiano, pois nossos filhos precisam aprender a ter limites e também regras e obrigações. Quando falo aqui em redobrar o olhar, significa intensificar os cuidados e atenções para com os seus sentimentos, suas vontades. Significa ouvir nossos filhos, dar amor, carinho e também nos policiar. Até porque, você pai e você mãe, fica de cabeça quente em vários momentos. Quando o filho faz birra, quando faz biquinho, quer teimar. Nos policiar significa controlar nossos impulsos. Contar até dez, sempre. Pode parecer bobagem, mas momentos de loucura podem atacar a todos. Não que seja aceitável o ponto de um pai ou uma mãe esganar um filho e o jogar pela janela. Mas às vezes bater com uma força extrema ou
promover outro tipo de agressão pode levar uma criança ao hospital e até a morte.
O caso Isabella Nardoni trouxe à baila na sociedade um tema que até então era escondido de todos, à sete chaves: a violência contra a criança. Não é só filho de pobre que apanha não. A violência contra a criança saiu das casas e dos apartamentos da classe média e também da classe A. Tem filho de rico que apanha na cara, tem filho de empresário que é espancado e para em uma emergência de hospital. Violência extrapola o limite do humano, do tolerável. É a máxima explosão do descontrole e do não-pensável. Será que estamos cuidando bem de nossas crianças. São mais de 400 mil crianças agredidas por ano no país. O que equivale a toda a população de Florianópolis sendo vítima da violência e da truculência. Isso é sério e grave. Não podemos como sociedade fechar os nossos olhos para tudo isso.
Na reta final, com prisão ou não prisão do casal Nardoni, quem passa a ficar mais preso ou mais livre diante disso somos nós. Tais episódios, dramáticos e terríveis, nos fazem parar e pensar. Pensar em que tipo de sociedade vivemos e o que estamos criando para nossos filhos e para nós mesmos.
Uma boa leitura a todos. Participe, mande seu comentário e sua opinião
sábado, 5 de abril de 2008
CASO ISABELLA: O BRASIL ACOMPANHA FATOS E PEDE JUSTIÇA
Amigos leitores deste espaço tão nosso e tão democrático. Desculpem pelo atraso na atualização, o qual será revertido em novos posts em breve.
Diante da tragédia que abalou a todos nós, pais e mães, com o assassinato cruel e bárbaro da menina Isabella Nardoni, de cinco anos, não poderia, como editor deste espaço, me furtar a falar algumas palavras a todos e a todas.
Não quero usar este espaço para fazer defesa de tese e também acusações a quem quer que seja. Afinal, não sou policial e não sou político. Sou jornalista, sou pai, sou cidadão, sou defensor da vida, em qualquer forma a qual se apresente.
Além do mais, sou defensor da vida e do nascimento além do útero. No caso, defendo que toda a criança deve ter direito à proteção, à saúde, ao amor, a uma família.
É doloroso ver que uma criança morre de forma tão trágica. Já é trágico saber que milhares de crianças morrem em nosso Brasil. Morrem ainda de fome, agora pela dengue também. Uma nação que não trata com dignidade a suas crianças, não é digna para com ninguém.
O que desejamos neste momento é enviar a família da pequena Isabella, votos de fé e força. E para todos nós, fica o acompanhar as informações sobre o caso, e ver na verdade de que forma serão identificados os autores deste crime, que não vitimou apenas a uma família, mas a toda grande família brasileira.
Abraços e até breve.
Diante da tragédia que abalou a todos nós, pais e mães, com o assassinato cruel e bárbaro da menina Isabella Nardoni, de cinco anos, não poderia, como editor deste espaço, me furtar a falar algumas palavras a todos e a todas.
Não quero usar este espaço para fazer defesa de tese e também acusações a quem quer que seja. Afinal, não sou policial e não sou político. Sou jornalista, sou pai, sou cidadão, sou defensor da vida, em qualquer forma a qual se apresente.
Além do mais, sou defensor da vida e do nascimento além do útero. No caso, defendo que toda a criança deve ter direito à proteção, à saúde, ao amor, a uma família.
É doloroso ver que uma criança morre de forma tão trágica. Já é trágico saber que milhares de crianças morrem em nosso Brasil. Morrem ainda de fome, agora pela dengue também. Uma nação que não trata com dignidade a suas crianças, não é digna para com ninguém.
O que desejamos neste momento é enviar a família da pequena Isabella, votos de fé e força. E para todos nós, fica o acompanhar as informações sobre o caso, e ver na verdade de que forma serão identificados os autores deste crime, que não vitimou apenas a uma família, mas a toda grande família brasileira.
Abraços e até breve.
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