terça-feira, 11 de janeiro de 2011

NÃO FAÇO INTERMEDIAÇÃO PARA ADOÇÃO

Um bom dia e um bom início de 2011 para todo mundo.

Quero pedir desculpas por não ter postado nada nos últimos dias. Mesmo assim, agradeço a todos que lêem PAIS ADOTIVOS SA.

Quero deixar algo aqui bem claro a todos que acompanham este trabalho de informação e este espaço para debate também em torno da adoção. Quero dizer que não faço nenhum tipo de intermediação para facilitar a adoção de crianças, tanto para casais brasileiros quanto para estrangeiros.

Recomendo a todos para que busquem a Vara da Infância e da Juventude de suas cidades e estados e assim se inscrevam em um cadastro para adotar uma criança. É uma forma segura e legal. Jamais aqui vou dar apoio e voz para qualquer ato ilegal referente a este tipo de iniciativa.

Tenho o compromisso com a moralidade e também com o bem estar de uma criança. O direito de uma criança a qual é colocada para adoção deve ser respeitado. Uma criança não é boneco, não é objeto e você não compra uma criança no comércio da 25 de Março, por exemplo.

Portanto, se alguém pensar em me escrever para saber se faço algum tipo de intermediação, esqueça. Eu recomendo procurar a Vara da Infância e da Juventude mais próxima de sua cidade.

Faça uma adoção por caminhos legais. Adoção ilegal e comércio de crianças é crime, e crime gravíssimo, previsto em lei.

Muito obrigado e uma boa leitura a todos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A TRISTE ACOLHIDA PARA BRUNINHO

Holofotes apagados, o circo desmontado. A opinião pública promete se esquecer porque, em um futuro não tão distante, outro caso irá vir e irá distrair a gregos e troianos. E daí, alguém por acaso irá lembrar de algum menino chamado Bruno? Talvez seja lembrado porque crianças com o nome Bruno existe aos milhares. Mas um dos Brunos será para sempre lembrado. O Bruno que ficou órfão. Um pequeno brasileirinho que nem terminou de mamar o que tinha para mamar no peito de sua mãe. Um brasileirinho que o papai, com o nome homônimo, Bruno, fez de tudo para não o reconhecer. Pior, está envolvido na morte da sua mãe, daquela que o trouxe ao mundo mas não o irá vê-lo crescer. Não vai trocar as suas fraldas, não vai arrumar o seu primeiro uniforme para levá-lo ao jardim da infância. Não vai ver a sua formatura no Ensino Fundamental, no Médio. Na faculdade..nem pensar. Do céu, irá olhar por um filho. Se nasceu de um acaso, de um momento de leviandade, aqui não cabe o julgamento. Até porque tem muita gente para fazer este papel,o qual não serei eu que o irei fazer.

Mas o que o pobre Bruninho, de sobrenome Samudio, de sobrenome paterno, bem, isto agora não interessa, irá imaginar, sentir. O que irá desejar. Um peito, um leite, um colo, um afago. Os anos vão passar, o menino vai crescer. E aí? Quem irá chamar de mãe, quem irá chamar de pai. Vai querer conhecer o pai? Pai que pode ser o goleiro Bruno ou não, porque o exame de DNA não foi feito e não há confirmação de que o menino realmente seja filho do jogador. São tantas coisinhas miúdas, que vão remoer e remoer esta triste história. E o Bruninho. Quem vai secar as lágrimas e o choro do Bruninho. Como ele vai reagir quando souber de tudo o que aconteceu com sua mãe. Com a figura sagrada, o que fará quando tiver vontade de, ao acordar no meio da noite, com frio, e chamar pela mãe. Eliza Samudio se foi. Deixou os sonhos para trás e a maior prova de seu futuro, abandonado.

Mãe, cadê sua mãe. Estará no céu ou distante velando por ele.

O que nós faremos como sociedade. De quem será a responsabilidade de acolher o Bruninho. Não só no plano físico, mas no coração. Quem serão seus pais, seus irmãos, seus amigos, sua família. A do sangue, a do coração. Qual será o seu destino. Ele teve ou não o direito de escolher o seu próprio destino.

Amigos e leitores, está aí mais um órfão.

Bruninho, que Deus te abençõe

sábado, 31 de outubro de 2009

DEPOIMENTOS PARA LIVRO SOBRE ADOÇÃO TARDIA

Amigos de comunidade, é um prazer contar com vocês novamente. Estou produzindo um livro, cujo conteúdo contará histórias de adoção tardia. Será feito com depoimentos mesmo, com a pesssoa dizendo quem é, contando a sua história, inclusive se desejar mandar fotos, vale também. Será uma ferramenta de apoio e também de imortalização da adoção tardia. Valem histórias que deram certo, histórias que infelizmente acabaram na devolução da criança ao abrigo, histórias de quem foi adotado tardiamente e que também mais tarde adotou outra criança, na forma de adoção tardia. Vale mesmo imortalizarmos o assunto e ajudar a estimular aqueles que pensam em adotar, mas tem medo de trazer para si uma criança maiorzinha.

Meu e-mail para contatos é o oskarhcardoso@gmail.com

Já estou recebendo as histórias. Podem me escrever, contar mesmo.
Ah, convido a todos para continuarem acessando ao blog PAIS ADOTIVOS SA. Vá até lá, deixe a sua opinião, participe. O endereço é o www.paisadotivossa.blogspot.com

Abraços, Oscar Henrique Cardoso

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

EXPLICANDO A HISTÓRIA DA MÃE AFLITA

Para não deixar ninguém boiando no que falei, a mãe a qual respondi, me contou que anda aflita porque seu filho, pré-adolescente, está pintando os olhos escondido dela. Bem, não vejo isso como um ato homossexual. Pode ser que ele participe destas novas tribos que existam. Pode ser que ele seja EMO, quem sabe. São fases as quais os jovens precisam buscar a aceitação em um grupo. Até onde sei, e não sou um grande entendedor do que são os EMOs, parece que são românticos e meio depressivos. Seria então uma nova versão dos GÓTICOS.

Ou então, este jovem está buscando experimentar. Buscando construir a sua sexualidade. Cada um descobre e busca construí-la do seu jeito. Uns pintam o rosto, outros pintam o cabelo, botam brinquinhos. Hoje em dia se brinca mais na boa com a sexualidade. Os meninos se enfeitam tal como as meninas. Depilam o peito, estão mais vaidosos. Dizer que isso é uma tendência homossexual.. é meio complexo. É meio complexo você dizer alguma coisa. Julgar, então. Aí é mais confuso ainda.

É difícil dizer alguma coisa, assim de concreto. Mas vale falar que esta mãe tem que ficar tranquila. Vale chegar e perguntar, brincar com a situação. Perguntar a ele que sensação ele tem ao pintar os olhos, por exemplo. O que ele sente, gosta? não gosta? Tem prazer em pintar os olhos, no que ele fantasia? O que pensa? Ele se sente algum personagem? Olha, vale trabalhar com o fato de uma forma verdadeira e positiva.

Gritar, brigar, ralhar, bater. Só piora. Vale descortinar aquilo que está escondido. O que ele quer fazer ao pintar o olho? O caminho é conversar, identificar. Corrigir, isso vai da educação de cada um.

E é por aí. Se você vive alguma situação semelhante, vamos compartilhar e trocar ideias. Espero o teu retorno.

PARA UMA MÃE AFLITA.

Ah, pré-adolescência, adolescência.... fase danada para nós, pais de coração. Quero compartilhar com todos vocês, a resposta que dei a uma mãe, que tá com os cabelos em pé por causa de seu filho... Leiam. E olha, se vc tiver alguma dúvida para mandar ou se quiser dividir alguma dor, por favor, fique à vontade e escreva mesmo.

.....

Obrigado por escrever para o blog PAIS ADOTIVOS SA. Primeiramente, mãe, devolver o seu filho não vai resolver nenhum tipo de problema. Nem o seu e nem o dele. Pelo contrário. Se você o devolver em uma instituição, seu coração vai junto com ele. Pois você tem amor e compaixão por seu filho. E amor e compaixão a gente não separa assim.

Quanto a questão de pintar o rosto, botar um batom, creio que ele está tendo um desenvolvimento atrasado no que se refere a sua sexualidade. Ou então, como está na pré-adolescência, na beira da adolescência, está na fase das descobertas. Está vendo sua voz, mudar, seus genitais crescerem de tamanho, os pêlos no corpo, hormônios em total ebulição. Não creio que isso seja algum tipo de manifestação homossexual. Creio sim que ele está buscando construir uma identidade. Os porquês na cabeça dele estão muito fortes. Ele está em conflito. Tenho uma filha adotiva, com 10 anos, que está indo para a pré-adolescência e também está colocando seus conflitos e dores para fora. Eles estão crescendo e não querem aceitar que a infância acabou e que o mundo colorido que eles acreditam que existia não existe. É sim fazê-los colocar o pé no chão, mas com carinho e ternura. É preciso ser firme.

O que você deve fazer é buscar se tranquilizar. Ouça uma boa música, leia um bom livro, converse com amigos, não fique sentada em cima do problema. Seu filho não é o problema. Cuide com o que você pode falar. As palavras tem um peso profundo. O que a gente fala é ligado no céu e na terra. Boca de mãe tem um poder incrível. Se de pai tem, o de mãe tem, no mínimo 200 vezes mais força e peso.

Tenha fé e paz. Encare esta fase que seu filho está vivendo com uma fase a qual você também viveu. Cada um a seu modo, porque cada um tem um tipo de personalidade. Uns mais coléricos, outros mais contidos. Uns introspectivos, outros totalmente expansivos. Personalidade é algo que se nasce. Com os nossos pais, a gente tem a chance de ouvir os seus ensinamentos e compartilhar. Ouvir a experiência dos mais velhos, mas saiba, o caminho da vida é deles. A gente não é dono dos nossos filhos e a vida é totalmente deles. Acertos e erros.

Seja feliz com teu filho. Mas seja mais feliz ainda contigo mesma.

Não é difícil, o processo é mais fácil do que a gente pensa

Abraços

sábado, 12 de setembro de 2009

COMUNIDADE NO ORKUT

É isso aí, amigo leitor. Você também pode participar da comunidade PAIS ADOTIVOS SA no Orkut. Vá até lá, digite nas buscas PAIS ADOTIVOS SA e irá aparecer a nossa comunidade. É mais um espaço para você participar, deixar a sua opinião, contar a sua história sobre adoção.

Mas é claro, não deixe de visitar o nosso blog e indicar....


Vale a pena. Te espero sempre por aqui.

EDUCAÇÃO DE FILHOS

Amigos leitores, acompanhe os principais trechos desta palestra, ministrada pelo renomado psiquiatra Içami Tiba. O assunto é de interesse nosso: educação de filhos. Guarde este texto e estes ensinamentos. Com certeza, serão bastante úteis para você.



1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

4. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

5. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

6. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

7. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

8. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

9. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

10. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

11. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/07/08. Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD.